quarta-feira, 9 de março de 2011

Mudança de mentalidade - por Roberto Costa

Passada a tormenta e garantida a permanência na série A, esperava-se que pelo menos a lição tivesse sido assimilada, de que todo e qualquer ponto é importante, de que todo e qualquer gol pode ser decisivo, e não a prevalência daquela mentalidade displicente que ano passado decidiu enfrentar o Botafogo com time reserva. Não foi o que se viu.

A displicência reinou de novo e tivemos esse início de campeonato com um time precário, como se pontos não fossem importantes, ou, como se os demais clubes fossem tão frágeis que sairíamos atropelando de qualquer forma. Resultado, estamos fazendo um papel ridículo e dificultando as coisas para o final da competição. É, (ou seria), o ano de ganhar o TRI mas infelizmente não calou fundo na consciência da diretoria a importância desse campeonato, não calou fundo que o torcedor sonha, valoriza e pretende conquistar esse título.

Todos os preparativos deveriam ter sido tomados com carinho e antecedência para essa conquista, todos os cuidados zelozamente observados, pois, afinal, já não seria uma disputa comum, mas de um tri-campeonato. Quando teremos essa oportunidade novamente, Dr. Zunino?

A cidade inteira, a mídia e até a torcida rival sabia que Benazzi não era o cara, mas essa mesma mentalidade resolveu apostar nele, queimou mais uma etapa e hoje, quando encaminhamo-nos para a reta final do campeonato o Silas não tem um time definido, e não pode ter, que isso não se define em treino. A mudança dessa mentalidade se faz urgente, melhor, urgentíssima, porque nas coisas que dizem respeito direto com o futebol o Clube vem sendo admnistrado por crise, e não em cima de planejamento.

Mudança mental e física, revisões, atitude, são imperativos. A glória não premia os que dormem. - Roberto Costa.(O nosso)

Um comentário:

  1. ROGÉRIO, uma outra atitude decorrente dessa mentalidade displicente foi a entrega do vice-campeonato no ano do acesso. Fim de temporada, as férias dos atletas chegando, alguém resolveu poupar jogadores (pra quê?) nos dois últimos jogos e com isso dispensamos bisonhamente o vice-campeonato que era praticamente ganho. Ah, vice não vale nada. Não mesmo? Se consultados, os torcedores azurras não teriam concordado. - Roberto Costa.

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