quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Taça Eletrosul

Por Roberto Costa (O nosso)

Um troféu é um objeto que materializa o momento mais importante de um evento esportivo e preserva a memória desse momento. Para o clube vencedor do clássico 395 a Eletrosul, empresa modelo e de grande prestígio em nosso Estado, destinou uma taça que recebeu o seu nome.

Por representar o ápice, uma taça mexe com o emocional de todos os aficcionados do clube vencedor. É comum que torcedores vençam barreiras, invadam gramados, desafiem seguranças e policiais, às vezes simplesmente para beijar aquele pedaço de matéria, ou apenas para ter o prazer de tocá-la, adquirindo o objeto um caráter quase sagrado aos seus olhos.

O gol é importante, mas talvez, a contrário do que já se disse, talvez seja a taça o grande momento do futebol.

Todos nós temos na memória algum momento especial desses. Quem não lembra as cerimônias de entrega das várias taças conquistadas por seu clube, ou as de campeão do mundo conquistadas pela seleção de seu país? Os palcos armados, os discursos, o lançamento de papel picado, os aplausos, a consagração e, infalivelmente, o foco nervoso e contínuo das câmeras sobre esse objeto e sobre o atleta símbolo escolhido para recebê-lo, e a multiplicação dessa imagem enviada para milhares de aparelhos de TV. É normal que nenhum jornalista de escol queira omitir-se em relação a tal evento, e que nenhum câmera queira perdê-lo de seu foco.

A taça é a cereja do bolo. É o bacalhau do bolinho. É o queijo do macarrão. É o orgasmo do sexo.

A midiazinha municipal omitiu-se de repercutir devidamente o momento da entrega da Taça Eletrosul, de dar-lhe a devida consideração, em mais uma demonstração de seu espírito comezinho e parcial. A razão desse despeito? Simples, não deu no remendão o que eles esperavam.

Seja benvinda, Taça Eletrosul.

Seja o primeiro a comentar

Postar um comentário

Comentários anônimos serão excluídos. Sugere-se a utilização das demais formas de identificação disponível.