domingo, 11 de setembro de 2011

Reclamação dos atletas

É fácil chutar cachorro morto. Nessas horas temos que ouvir  sempre as mesma fases: “- não jogam nada e ainda querem reclamar?”, “- Ah, agora a culpa é da imprensa” ou, então,  “- o discurso de quem ganha é um e de quem perde é outro.”.

Finalmente alguém deu uma basta. Muito bem, Willian! Parabéns!!! Homem fala pela frente. Você foi ao microfone das rádios e, educada e inteligentemente falou: “estão nos humilhando. Nós não somos bagaceira” (Ei, Willian, esqueceste que antes do clássico eles disseram que o Avai só tinha “cacalhada”?). Willian, você como capitão reproduziu o sentimento de um grupo, de pais de família, de filhos, de torcedores, de toda uma nação.

Utilizar o microfone para criticar com ética e responsabilidade é um coisa, humilhar um ser humano é outra. É como chamar um ser humano de “negro”, de “gay”, de “vagabundo”. Para nós, que somos leigos, isso é crime de preconceito. Na escola seria “bulling”. Temos que repudiar. E o mais interessante: Willian, você e seus colegas não estão só.

Na semana que passou, “notáveis” do Avai – diria uma raposa felpuda – estiveram reunidos. Profissionais liberais, empresários, torcedores e conselheiros concluíram uma mesma coisa: a maior rede de comunicação do Sul do país perdeu o controle sobre determinados profissionais. Talvez por terem apostado que o “lado folclórico” dá audiência, acabaram esquecendo que a dignidade da pessoa humana e das instituições não podem ser aviltadas.

Termos como “na lama”, “cacalhada”, “bagaceira”, “fracos”, se tornaram comuns e estão humilhando toda uma nação. A nação que nasceu na Ilha e tornou-se a maior do Estado de Santa Catarina, estado que tão bem os recebeu. Um tremendo “gol contra” de quem quer atender bem o seu cliente. Não podemos ficar parados.

É hora de nos unirmos contra o MAL.

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